Xangô, orixá da justiça, seu campo preferencial de atuação são as areas que necessitam da aplicação da justiça divina para se resolverem; seu fogo divino consome tudo e a todos que desvirtuam e deterioram a justiça da Terra e dos Céus pedir a Xangô algo que necessita sera atendido caso mereça e seja realmente justo e necessário. Pai Xangô também é sincretizado como Pai Jeronimo,São João Batista e São José e São Judas Tadeu. Vale lembrar que todos esses sincretizados, foram missões espirituais que pela força de Xangô cumpriram missões divina em seu nome,Xangô é o Elo de Deus que representa a Justiça Divina.
Lenda de Xangô
Xangô era rei de Oió, o mais temido e respeitado de todos os reis. Mesmo assim, um dia seu reino foi atacado por uma grande quantidade de guerreiros que invadiram a cidade violentamente, destruindo tudo e matando soldados e moradores numa tremenda fúria assassina. Xangô reagiu e lutou bravamente durante semanas. Um dia, porém, percebeu que a guerra tornara-se um caminho sem volta. Já havia perdido muitos soldados e a única saída seria entregar sua coroa aos inimigos. Resolveu então procurar por Orunmilá e pedir-lhe um conselho para evitar a derrota quase certa. O adivinho mandou que ele subisse uma pedreira e lá aguardasse, pois receberia do céu a iluminação do que deveria ser feito. Xangô subiu e quando estava no ponto mais alto do terreno foi tomado de extrema fúria. Pegando seu oxê, machado de duas lâminas, começou a quebrar as pedras com grande violência. Estas ao serem quebradas, lançavam raios tão fortes que em instantes transformaram-se em enormes línguas de fogo que, espalhando-se pela cidade, mataram uma grande quantidade de guerreiros inimigos. Os que restaram, apavorados, procuraram os soldados de Xangô e renderam-se imediatamente pedindo clemência. Levados até ao rei, os presos elegeram um emissário para servir-lhes de porta voz. O homem escolhido foi logo se atirando aos pés de Xangô. Desculpou-se pedindo perdão. Humilhando-se, explicou que lutavam, não por vontade própria, e sim forçados por um monarca, vizinho de Oió, que tinha um grande ódio de Xangô e os martirizava impiedosamente. Xangô, altamente perspicaz, enxergou nos olhos do guerreiro que ele falava a verdade e perdoou a todos, aceitando-os como súditos de seu reino. Assim tornou-se conhecido como o orixá justiceiro que perdoa quando defrontado com a verdade, mas que queima com seus raios os mentirosos e delinqüentes.
Oração a Xangô: Proteção de Xangô
Senhor meu Pai,o infinito é tua grande morada no espaço, teu ponto de energia é nas pedras das cachoeiras.Com tua justiça fizeste uma construção digna de rei.Meu Pai Xangô, tu que és defensor da justiça de Deus e dos homens, dos vivos e dos além da morte,tu,com tua machadinha de ouro,defende-me das injustiças,acobertando-me das mazelas,das dividas,dos perseguidores mal-intencionados.Protege-me meu gloriosos São Judas Tadeu, Pai Xangô na Umbanda.Sê sempre justiceiro nos caminhos em que eu venha a passar.Com a força desta prece,sempre contigo estarei,me livrando do desespero e da dor,dos inimigos e dos invjosos,dos individuos de maú carater e dos falsos amigos
Na umbanda não se manifesta o próprio orixá, por meio da incorporação,no Rio grande do Sul o culto de "Nações Africanas" o Exú (orixá) é chamado de Bará,para não ser confundido com o Exú entidade de Umbanda, que são seus mensageiros ou falangeiros, espíritos que vêm em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, se caracterizam alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos), e saias rodadas,brincos, pulseiras, perfumes, rosas (femininos, também chamados de Pombo-giras). Mas não necessariamente os médiuns se utilizam destas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de uma forma diferente, alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns, onde todos vestem branco. Os exus quando incorporados, se materializam num corpo magro e seco.
Quem é EXU?
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
Exu não faz mau a ninguém, mas joga para cima de quem merece, quem realmente é mau o mau que essa pessoa fez a outra. Ele devolve, as vezes com até mais força, os trabalhos que alguns fizeram contra outros. Por isso, algumas pessoas consideram esse Orixá malvado.
Existem entidades que se dizem Exu e que fazem somente o mau em troca de presentes aos seus médiuns ou por grandes e custosas obrigações, serviços. Não se engane, Exu que é Exu, não faz mau, a não ser com quem merece e além disso, quando ajuda a uma pessoa não pede nada em troca, a não ser que a pessoa tome juízo, se comporte bem na vida, acredite em Deus e tenha fé.
Exu, O Guia.
Existem dois portadores do nome Exu. Um é o Orixá Exu. O outro, são os Guias chamados de Exu (espíritos, muitos, não mais reencarnacionais) que vêm na emanação principal de Exu (O Orixá) que lhes deu suas características, seus gostos, seus hábitos. Porém, esses Exus, também são subordinados a um Orixá regente, que pode ser Omulu, Xangô, Oxossí, ...
Correntes antigas, Esotéricas, montaram uma hierarquia para os Exus (Guias), relacionando 7 (sete) Exus (Guias) principais, considerados como os 7 (sete) chefes de Legião, que comandam e coordenam outros Exus (Falanges), sendo que cada um de seus comandados também comandam mais 7 (sete), seguindo uma ordem hierárquica de cima para baixo de 7 (sete) em 7 (sete).
São eles os 7 (sete) Exus guardiões ou principais:
Sr. Sete Encruzilhadas;
Sr. Marabô;
Sr. Tranca Ruas;
Sr. Tiriri;
Sr. Gira Mundo;
Sr. Veludo;
Sra. Pomba Gira.
Cada um desses amigos trabalha dentro das 7 (sete) linhas da UMBANDA, lutando contra o mal e ajudando as pessoas.
Pombas Giras
A Pomba-Gira é uma entidade espiritual de psiquismo feminino, pertencente, tanto às linhas da Umbanda como da Quimbanda. É um exu mulher. Era invocada na Idade Média com o nome de Klepoth, como também é conhecida no Ocultismo. Diz ela ser mulher de 7 exus. Trabalha na esquerda, devido à sua situação espiritual. Sendo feminina, é muito vaidosa, vingativa, interesseira, maliciosa, inteligente e sensualíssima, gosta de fazer mexericos, intrigas, seduzir moças e mulheres à pratica de atos contrários à ética e à moral, colocando-se no mau caminho, principalmente se elas são médiuns e não querem trabalhar ou desenvolver-se.
Gosta de champanhe, seu curiador (bebida) preferido, mas bebe também licores, whisky com soda e fuma cigarros bons ou cigarrilhas. Recebe seus presentes nas encruzilhadas em forma de “T”. Sua cor é o vermelho vivo, tanto nas velas como nas roupas e guias (colares). Adora rosas vermelhas, cor de sangue, roupas elegantes, jóias e perfumes caríssimos. A Pomba-Gira comanda 7 falanges compostas de 7 legiões de exus mulheres, cada uma das quais toma diversas identificações: Maria Padilha, Maria Molambo, Sete Saias, Sedutora, Pomba-Gira Menina, da Praia, das Almas, das Matas, etc. Não se deve confundir a Pomba-Gira da Umbanda e a da Quimbanda com a “Bombogiro” dos cultos de nações africanos. A da Umbanda é um espírito de mulher desencarnado e a dos cultos africanos é uma mensageira dos deuses, como os exus, mas de índole feminina. Não se deve também invocá-la para prejudicar alguém, instigando-lhe o instinto ainda condicionado a atividades inferiores. Satisfazendo-lhe a vaidade e pedido ela trabalha para o bem, beneficiando, assim, tanto quem pede como a ela que serve apenas de instrumento. As da Umbanda só trabalham para o bem.
Há quem pense que as Pombas-Giras, por darem gargalhadas quando incorporadas, são felizes. Isso não é verdade ou, pelo menos, não reflete a realidade. A gargalhada é uma manifestação emocional característica da linha de Esquerda, assim como o “Kiô” pertence à Linha de Caboclos
Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho protetora dentro da Umbanda.
Não temos culpa se certos “médiuns” medíocres dão passividade para quiumbas ou mesmo fingem uma incorporação de uma Pomba Gira, para serem aceitos e terem suas opiniões e mesmo trejeitos aceitos pela comunidade religiosa. Com certeza, exteriorizam somente aquilo que suas mentes doentias acham ser certo.
Dentro da hierarquia das Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que todas as Pomba Gira tenham sido prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor.
Não se torna uma Pomba Gira pelo simples fato de se ter errado perante as Leis Divinas. Afinal, quem nunca errou na vida? Ser uma Pomba Gira exige preparo, conhecimento, magia, discernimento e muito amor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.
As Pomba Giras não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim freiam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser.
A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pomba Giras não atuem neste campo emocional, freiando-o e redirecionando-o.
As Pomba Giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executadoras da Lei.
Cabe às elas esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano.
Gostaríamos de salientar que as Pomba Giras não são *Exus fêmeas como dizem muitas das literaturas encontradas, mas sim, é mais uma das hierarquias de Deus; regidas pelo Poder Reinante do Desejo do Divino Criador.
O que acontece é que para tudo no universo funcionar à necessidade de polarização, ou seja, existirem os pólos positivos e negativos para se completarem e tudo funcionar. O Exú e a Pomba Gira se polarizam, pois se o Exú é o fator vitalidade, fertilidade e princípio da vida, a Pomba Gira é o fator desejo e estímulo. O fator “Desejo” não significa somente o desejo do sexo, mas sim tudo que se relaciona com a nossa vontade de obter. Exemplo: desejo de comer uma maçã, de tomar um café, de ler um bom livro, de viver, de lutar pela vida, de se curar, de casar, de se tornar mãe, etc. Se estamos desejando algo, conseqüentemente estaremos sendo irradiados pelo poder maior de Deus; o seu desejo. Portanto o desejo é fundamental em nossas vidas e sem ele seríamos apáticos em todos os sentidos. O Criador gerou o desejo como uma das suas qualidades ou fatores, pois sem vibrarmos os desejos nada desejaríamos e nos tornaremos além de apáticos, desinteressados e paralisados.
Os fatores vigor, fertilidade e princípio da vida (Exu) e desejo, estímulo (Pomba Giras) se completam, se polarizam criando nos seres as condições ideais que os ativará em todos os sentidos e os induzirá a assumir com vigor e paixão tudo que almejam. A Pomba Gira é um ser cuja presença desperta o desejo e o estímulo.
Talvez seja o fator irradiado por ela que muitas pessoas a confundiram com uma prostituta, pois confundiram ser ela somente o desejo da carne, excluindo todos os desejos da vida.
Tudo que se refere ao estudo sobre os Exus vale também para as Pombas Gira, ou seja, elas se manifestam na Umbanda através de espíritos incorporados as suas hierarquias. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Exus vitalizam/desvitalizam, as Pomba Giras esgotam o emocional ou despertam o desejo.
Exemplo: A Mãe Oxum irradia o amor em todos os sentidos da vida e a Pomba Gira irradia o desejo de amar. Desta forma está completa a manifestação agregadora do amor dando-lhe fluidez e expansão, pois amar algo e sentir desejo de amá-lo apegando-nos a este “algo” amado, que pode ser uma hierarquia superior, religião ou pessoa, é amor; agora para que esse amor se complete, à necessidade do desejo de se amar esse algo. Quando existe excesso de amor e desejo e esse se torna uma viciação, ai sim a Pomba Gira esgota o emocional do ser, apaziguando-o para que retorne ao caminho justo do seu equilíbrio.
Seu jeito e seu trabalho.
Exu gosta de rir, brincar com as pessoas, dizer alguns palavrões, nem todos fazem isso, ser franco e direto, não faz rodeios nem mente. Gosta de beber e fumar, ao contrário do que muitos pensam a bebida e o fumo são peças de aproximação, fazendo com que as pessoas se identifiquem, fiquem mais descontraídas como se estivessem em uma festa. Caso não tenha bebida, ou fuma, ele trabalha do mesmo jeito, porque sua finalidade e ajudar àqueles que precisam.
Alguns Exus foram pessoas como: Políticos, Médicos, Advogados, Trabalhadores, Vadios, Prostitutas, Pessoas comuns, Padres, etc. Que cometeram alguma falha e escolheram, ou foram escolhidos, a vir nessa forma para redimir seus erros passados, outros, são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas e combatendo o mal. Assim, quem diz que os Exus são Demônios, na concepção de que são ruins, ou espíritos sem luz, baixos, não sabe o que está dizendo, ou não conhecem a história de cada Exu, os porquês de sua ritualística, seu modo de trabalho ou sua missão. Não se julga um livro por sua capa ou a pessoa pela sua aparência!
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos retirando os encostos e espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Seu dia é a Segunda-feira, sua bebida, cada um tem a sua, sua roupa, quando lhe é permitido tem cores preta e vermelha. Não aceita sacrifícios de animais, mas se a pessoa quiser acender uma vela (preta e vermelha) na encruza, colocar charutos ou cigarros, cachaça ou outra bebida de agrado é bem vindo. Pode-se colocar, também, rosas para as pomba giras com champanhe, pois elas gostam.
Assim é Exu.
As Vezes temido, as vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo.
A Lenda
Conta a lenda que houve uma demanda entre Exú e Oxalá para que pudesse saberquem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Exú a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo.
Oxalá então permitiria que Exú a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar. A Importância de Exú é
fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Exú.
É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Exú também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).
É Mojiba
É mojibá, seu Exu Rei, é mojibá
É mojibá, seu Exu Rei, é mojibá
Seu Tranca Rua na Kimbanda é mojibá
É mojibá, Seu Tranca Rua, é mojibá
É mojibá, Seu Tranca Rua, é mojibá
Sete Tronqueira na magia é Mojibá
É mojibá, Sete Tronqueira, é mojibá
É mojibá, Sete Tronqueira, é mojibá
E a Pomba Gira na defesa é mojibá
É mojibá, Pomba Gira, é mojibá
É mojibá, Pomba Gira, é mojibá
Exu Veludo no inferno é mojibá
É mojibá, Exu Veludo, é mojibá
É mojibá, Exu Veludo, é mojibá
Seu Vira Mundo na virada é mojibá
É mojibá, Seu Vira Mundo, é mojibá
É mojibá, Seu Vira Mundo, é mojibá
Sete Porteira no retorno é mojibá
É mojibá, Sete Porteira, é mojibá É mojibá, Sete Porteira, é mojibá
Cangaruçu na Macaia é mojibá
É mojibá, Cangaruçu, é mojibá
É mojibá, Cangaruçu, é mojibá
Seu Tiriri la no retorno é mojibá
É mojibá, Seu Tiriri, é mojibá
É mojibá, Seu Tiriri, é mojibá
É mojibá Seu Marabô é mojibá
É mojibá, Seu Marabô, é mojibá
É mojibá, Seu Marabô, é mojibá
E o Exu Mangueira na virada é mojibá
É mojibá, Exu Mangueira, é mojibá
É mojibá, Exu Mangueira, é mojibá
Seu Sete Encruza na virada é mojibá
É mojibá, Sete Encruza, é mojibá
É mojibá, Sete Encruza, é mojibá
Um belo dia uma garotinha pergunta para um rapaz que restaurava imagens: "Porque Yemanjá tem conchinhas nas mãos?!" Ele com muita paciência e calma abre um sorriso e responde menina tão curiosa: " Yemanjá carrega essas conchinhas, para achar seus filhos, ela vai deixando as conchas pelo caminho para achar cada um de seus filhinhos ". Então a garotinha abre um sorriso e continua observando o trabalho de seu amigo por horas.
A Lenda de Yemanjá!
Seu nome significa a mãe dos filhos-peixe. Filha de Olokum, deusa do mar, Yemanjá era casada com Olófim Oduduá com quem tinha dez filhos orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de Ifé, ela saiu em rumo oeste e conheceu o rei Okerê; logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Yemanjá pediu ao esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, yemanjá fugiu. Desde menina, trazia num pote uma poção, que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Yemanjá caiu quebrando o pote e a poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Yemanjá pediu ajuda ao filho xangô, e este, com um raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.
Final de Semana e você que vai ficar em casa, indicamos alguns filmes sobre Espiritismo e Umbanda! e um DVD musical!
espero que gostem!
O Amuleto de Ogum Violeiro cego conta a história de um menino cujo pai e irmão foram assassinados e que, a pedido da mãe, vai a um terreiro de Umbanda para pedir a proteção das Divindades da natureza. Crescido, envolve-se com o crime e a contravenção na Baixada Fluminense, até que se envolve com amante do bicheiro e é jurado de morte — mas conta com a proteção do amuleto de Ogum.
Nosso Lar
Com direção de Wagner de Assis. Ao abrir os olhos, André Luiz sabe que não está mais vivo. Ao seu redor, uma planície tenebrosa. As dúvidas e as dores intensificam-se. A trajetória deste médico bem-sucedido pelo mundo espiritual é a história de ´Nosso Lar´. Após o sofrimento nessas zonas purgatórias, ele é levado para a cidade que intitula o filme. Só que, ao conseguir ver seus entes queridos, André Luiz percebe a grande verdade – a vida continua para todos.
Rita Ribeiro Tecnomacumba A tempo e Ao Vivo
Rita Ribeiro passou tanto tempo fazendo "Tecnomacumba", que em 2007 resolveu dar por encerrada a bem-sucedida carreira do show. No entanto, seu público não se deu por satisfeito.
Foram (e ainda são) tantos os pedidos que ela voltou dois anos depois para, enfim, não só atender à demanda dos fãs, mas realizar o que havia previsto desde o início do projeto: a gravação do DVD. Registrado no Rio em julho, o show - que circulou pelo Brasil por quatro anos e foi visto por cerca de 200 mil pessoas - contou com a participação de Maria Bethânia. Macumba da boa tem, mas quem ainda não conhece o conteúdo e espera ouvir tecno, como numa pista de música eletrônica, desista. O som é mais para "rockmacumba", com variações em levadas de samba, ijexá, funk, reggae. O roteiro de 17 canções do DVD inclui as que gravou no CD de estúdio de mesmo nome em 2006 - como "É d’Oxum" , "Oração ao Tempo" (Caetano Veloso), "Cavaleiro de Aruanda" (Tony Osanah), "Domingo 23" (Jorge Ben), "Xangô, o Vencedor" (Ruy Maurity) e "Rainha do Mar" (Dorival Caymmi), entre outras.
Você já deve ter ouvido e cantando muito a palavra ARUANDA em alguns pontos, mas você sabe o que é?!
Aruanda é o nome dado pela Umbanda a uma cidadela de luz etérica que orbitaria a ionosfera do planeta Terra, em uma dimensão espiritual de transição.
Apesar da farta literatura, a Umbanda não é considerada uma religião codificada. Por esse motivo, o termo Aruanda pode possuir diversos significados, dependendo da tenda, barracão ou centro espiritualista no qual seja mencionado. É, inclusive, utilizado por outras religiões espiritualistas tais como Quimbanda e Candomblé, em referência genérica a “plano espiritual”.
Para a Umbanda tradicional (fundada em 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas), os habitantes de Aruanda são espíritos trabalhadores do bem e da caridade, sejam recém-desencarnados em aprendizagem, sejam espíritos de luz que há muito não retornam à esfera física pelareencarnação. Estes guias espirituais, apesar de sua evolução espiritual, permanecem na dimensão vibratória de Aruanda para continuar auxiliando encarnados e desencarnados, se manifestando na Terra sob a roupagem fluídica (em tipologia espiritual) de pretos-velho, caboclos e crianças. Suas verdadeiras formas, no entanto, transcendem raça, credo ou etnia, sendo possível sua manifestação em qualquer congregação que pratique o binômio amor-caridade e que admita a comunicação espiritual.
Para o Espiritismo (codificado por Allan Kardec), Aruanda seria a denominação de uma colônia espiritual, assemelhada à colônia Nosso Lar, descrita no livro de André Luis, psicografado pelo médium Chico Xavier. Em Aruanda, porém, estariam presentes elementos magísticos da cultura africana, em sincretismo com simbolismos da cultura judaico-cristã.
Aruanda, enquanto cidadela espiritual, é mencionada nos livros “Tambores de Angola” e “Aruanda” - livros do espírito Ângelo Inácio, psicografados pelo médium Robson Pinheiro. Em ambos, a religião da Umbanda é situada como integrante de um panorama espírita maior (Espiritualismo universalista), sendo explicada a importância de seus rituais magísticos e simbologias, enquanto formas de manipulação das forças elementais da natureza.
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro deUmbanda e no Candomblé. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação.
A história da Defumação na Umbanda e no Candomblé é desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também nos usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.
Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: “O Egito”
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. As fragrâncias dos óleos eram usadas como perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a construção nos rituais. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde os tempos antigos.
Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram em terras distantes, incenso, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos.
Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos.
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o kyphi, que se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar a ansiedade e iluminar os sonhos.
Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também, madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo entre outras que eram oferecidas às divindades.
Ogum Ele é o Senhor da guerra, indomável e imbatível defensor da lei e da ordem, defende os fracos e os que estão em demanda. Foi Ogum quem ensinou aos homenso trabalho com ferro e aço. Seus instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformaá-la. No sincretismo Ogum é associado a São Jorge, 23 de Abril. Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois. A cor de Ogum é o vermelho, mas pode ser associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a terça-feira. Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas. Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, seu irmão e rei das encruzilhadas e dos cemitérios
História de Ogum Beira Mar Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum Beira Mar ficou furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando. Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano, faziam um voto de silêncio por alguns dias. Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, foi em direção ao mar, parou e fitou seus olhos na sétima onda, e ali jurou proteger os mais fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e qualquer tipo de perseguição injusta, após o juramento o mar começou a jogar conchas nas areias das praias.